´Prazer, eu sou o Novo!´

novembro 26, 2018 10:16 am

 

A frase do título ficou conhecida durante a campanha eleitoral para o governo do estado, por ter sido repetida várias vezes por Romeu Zema em seus vídeos na internet.

A Lei Estadual nº 19.434/11 é que regula a atuação da comissão de transição e diz, expressamente: “A comissão de transição (…) terá pleno acesso às informações relativas às contas públicas…”.

Por isso requisitei usuário e senha de acesso para consulta a todos os sistemas informatizados do governo, em especial ao sistema de controle das finanças, o SIAF. Fui surpreendido pela recusa, sob três argumentos: (1) o governo não teria obrigação de fornecer o acesso; (2) o fornecimento seria um risco, pois eu poderia alterar os dados lançados nos sistemas; (3) a transição conta com mais de dois mil voluntários, que o “governo não sabe quem são” e que não podem ter acesso a esses dados.

Vamos por partes:

1. Não há necessidade de formação jurídica – basta ter sido alfabetizado – para saber que “pleno acesso a informações” significa total acesso, pois se fosse restrito o legislador teria assim escrito. O Governo insiste em dizer que tudo está disponível no portal da transparência. Se fosse verdade, por qual razão recusar acesso aos sistemas?;
2. Todos os sistemas do governo admitem usuário de consulta, sem nenhum risco de alteração de informações ou lançamento de dados. E foi apenas esse acesso que requisitei, para poder diagnosticar o doente terminal em que se transformou o estado, graças a gestores descomprometidos com princípios de eficiência e transparência, ao longo de anos, como aliás a recusa de acesso por si só comprova;

3. Nunca falamos em acesso do sistema pelos voluntários, já que o pedido de usuário e senha para o sistema foi assinado por mim e diz respeito ao meu acesso. Imagino que o governo saiba quem eu sou, afinal fui nomeado por decreto assinado pelo próprio governador. Mas posso me apresentar mais uma vez: Prazer, eu sou o Novo!

O último argumento, no entanto, pretende questionar o valor de nossos voluntários e, apesar de absurdo, exige minha resposta: temos mesmo mais de dois mil voluntários, em sua maioria Mineiros, que querem contribuir com o início de um governo sem compromissos com as velhas amarras políticas e determinado a recuperar o Estado para esses mesmos Mineiros. Ninguém melhor do que eles, os Mineiros, para reconduzir Minas ao seu lugar. Eles são muito bem-vindos, por nós, que os vemos como colaboradores e não como ameaça, pois o governo não deveria se organizar contra as pessoas, mas ser organizado a partir delas. Esse é o compromisso do governo que se inicia, como já marcado pela transição.

Prazer, nós somos o Novo!

Os inconfidentes voltaram!

Texto originalmente publicado no jornal Hoje em Dia – 26/11/2018

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