Plano Municipal de Educação: Expectativa Vs Realidade

julho 18, 2016 10:00 am

É interessante como, no Brasil, se legisla como se a realidade pudesse ser mudada pela regra, sem esforço efetivo, sacrifício e planejamento. Você sabia que Belo Horizonte fixou mais de 20 metas para a educação fundamental, com mais de 200 iniciativas?

A lei, Plano Municipal de Educação, é audaciosa em termos de objetivos, mas a prática é o seu oposto, pois continuamos amargando um sistema ineficiente, retrogrado e desenhado para reproduzir a mediocridade.

A verdade é que o documento é muito mais uma peça publicitária, um conjunto de promessas, que propriamente um plano, pois não traça concretamente como as iniciativas serão viabilizadas, dadas as limitações orçamentárias e humanas.

No final, o que se tem ali é mais um desses intermináveis conteúdos programáticos já abundantes na legislação brasileira, que de certo espera que a população viva de lei.

De fato, existem três realidades que parecem não conversar:

  1. O mundo de papel da legislação, em que todos os problemas tem soluções e onde todo desvio é reprimido;
  2. O mundo de faz de conta da propaganda oficial, em que pessoas felizes usam os serviços públicos da melhor capital do Brasil para se viver, com a melhor administração do mundo;
  3. E o mundo real, das escolas fechadas, da criminalidade na sala de aula, dos professores sem estrutura e dos alunos sem interesse…

O problema é as pessoas vivem no mundo real e não conseguem transferência de domicílio para as realidades ficcionais da lei ou da propaganda…

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