Participação efetiva ou simbólica

julho 11, 2016 10:16 am

Quem já esteve em uma audiência ou consulta pública sabe que, em regra, os salões ficam cheios, são feitos muitos pronunciamentos, há convidados experientes… o que é feito de todo esse esforço de participação, depois do baixar das cortinas?

A impressão de qualquer pessoa que já acompanhou os mecanismos de participação popular disponíveis no Brasil é que são apenas grandes shows de pirotecnia, sem qualquer resultado prático.

Pode até ser que dali se extraia algum tipo de proposta ou alteração de propostas já feitas, mas o modelo de participação precisa se atualizar. Parece que quem pensa esses formatos, no país, vive ainda no tempo da sociedade pré-redes sociais.

O indivíduo dos tempos do Facebook, do Snapchat e do Instagram não quer ouvir, ele quer falar e ter respostas, concretas, rápidas, efetivas.

Mas é querer demais dos Poderes Constituídos… respostas concretas, rápidas e efetivas.

Não há respostas concretas, pois são sempre acompanhadas dessas mil desculpas de quem prefere não se posicionar e não se comprometer, como é regra, por aqui, em quase toda discussão envolvendo políticos.

As respostas nunca são rápidas, porque são artificialmente construídas de dentro de gabinetes fechados, semanas depois de terem sido colocadas e, muitas vezes, nem são publicadas, são apenas dirigidas a quem cobra.

Não vou nem falar em efetividade, pois acho que a palavra não pode ser empregada na mesma oração que Poder Público, no Brasil. Nossos políticos são criadores de problemas, recriadores de dificuldades, procriadores de desculpas…

Está na hora de começar a cobrar respostas de verdade de quem se propõe a ser figura pública, por aqui.

Comentários