Grupo de Trabalho e Fiscalização de Segurança

julho 26, 2019 3:18 pm

Os gastos da Prefeitura com segurança pública chegam a cerca de R$ 250 milhões – o que pode parecer muito, mas representa apenas 2% do orçamento municipal, já considerando os salários dos mais de 2 mil guardas municipais.

Do total de R$ 250 milhões gastos com segurança na cidade de Belo Horizonte em 2018, apenas R$ 368 mil foram destinados à prevenção. O montante representa míseros 0,15% do orçamento total previsto, que ainda sofreu uma redução de 30% em comparação ao ano anterior. Pior: apenas 5% desse valor foi efetivamente empregado pela prefeitura ao longo do ano.

Sinal evidente de que a política de prevenção nunca foi uma prioridade da Prefeitura, apesar de Kalil ter mudado o nome da secretaria da área para “Segurança e Prevenção”.

Puro marketing. Aliás, única área que o prefeito aparentemente domina bem.

Do total de R$ 250 milhões gastos com segurança na cidade de Belo Horizonte em 2018, apenas R$ 2,7 milhões estavam previstos para investimentos em tecnologia. Esse número representa uma queda de 61% em relação a 2017, mas nem mesmo a metade disso foi efetivamente aplicado.

O dinheiro foi quase todo destinado ao serviço de limpeza e conservação do prédio do COP – Centro de Operações do Município, um dos mais bem montados do país, mas lugar em que os funcionários da PBH têm de acompanhar as milhares de câmeras da cidade olhando diretamente para as telas, já que a PBH não tem sequer um software de acompanhamento eletrônico das imagens (como os de leitura de placas de veículos e congêneres).

Apresento mais uma vez o “jeito Kalil” de atingir as metas de segurança pública em Belo Horizonte. Neste caso, mais especificamente, a meta ligada a “equipamentos de proteção individual”, que tinha como objetivo equipar 100% do efetivo da Guarda Municipal.

Quando vi o relatório de prestação de contas da Prefeitura, constava que a meta tinha sido superada em 6%…

Achando tudo muito estranho, questionei a Prefeitura. E então recebi a informação de que ela contou cada equipamento adquirido, isoladamente, para cumprir a meta. Ou seja: somou cada tornozeleira, capacete, escudo e colete adquirido, como se entregar uma tornozeleira para um guarda, um capacete para outro e um colete para um terceiro significasse ter equipado três guardas. Uma incompetência vergonhosa ou uma fraude criminosa.

Este é mais um dado preocupante que apontei no relatório que fiz a partir da fiscalização dos gastos da Prefeitura com segurança pública em 2018.

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– Relatório do Grupo de Trabalho e Fiscalização de Segurança

– Relatório do Grupo de Trabalho e Fiscalização de Segurança – COMPLETO

– Confira meu artigo para o jornal O Tempo sobre o assunto.

Assista minha Reunião Aberta de Mandato sobre o tema, realizada no dia 4 de abril de 2019.

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