Educação para resultados

outubro 21, 2019 11:22 am

 

Um dos primeiros atos da Secretária Estadual de Educação, Júlia Sant’Anna, ao assumir o posto no começo do ano, foi o anúncio de fechamento de vagas de ensino integral no sistema estadual. Foram 80 mil vagas encerradas porque não eram vagas de educação integral, mas, na verdade, depósitos de alunos fora do horário de aula sem atividade formativa.

Menos de um ano depois, mais da metade dessas vagas foram já reativadas e, dessa vez, com apoio pedagógico e atividades de formação que podem efetivamente contribuir para o processo educacional desses alunos. Só para o início de 2020 serão 41mil vagas de ensino médio integral e profissionalizante. A opção clara do Governador Romeu Zema é agir com mais efetividade e menos propaganda.

É na mesma secretaria de educação que vemos projetos como o “Mãos á Obra”, que já atingiu mais de 200 municípios reformando mais de 300 escolas. Um evidente reconhecimento de que o espaço físico das escolas é um componente relevante do processo de ensino, permitindo um ambiente adequado para as atividades e que revele a valorização de alunos e professores.

Em setembro, o programa de maior abrangência da secretária de educação foi anunciado, com a criação de um programa inédito de reforço para alunos de escolas públicas em Minas, que beneficiará mais de 114mil crianças.

Tudo isso feito em um cenário de penúria financeira, diante de uma comunidade acadêmica ainda desconfiada pela chegada de um novo governo, mas que vem se estabelecendo por resultados concretos e realistas.

É evidente que os desafios da educação em Minas Gerais são ainda inúmeros e complexos, mas é importante reconhecer que o caminho começou a ser trilhado por quem chega ao Poder Público menos preocupado em atender demandas ideológicas e mais concentrado na qualidade da educação oferecida nas escolas, pois enquanto os alunos continuarem saindo da escola sem saber português e matemática, qualquer outra discussão sobre o futuro é perfumaria.

Que o Regime de Recuperação Fiscal, já apresentado à ALMG e que inicia sua tramitação, possa ser aprovado e, com recursos e estrutura, o Estado possa dar os saltos na qualidade da educação que ainda serão necessários.

 

Texto originalmente publicado no jornal Hoje em Dia – 21/10/2019

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