Brasil: longe de ser pacífico

20 de junho de 2014 / 17:48

"O potencial de um país para a manutenção da paz engloba instituições sólidas, um governo que funciona bem, baixos níveis de corrupção e um ambiente pró-empresas, o que chamamos de 'pilares da paz’”. Quem lê a frase, já sabe: o Brasil fracassa em mais uma lista, a dos países mais pacíficos do mundo — somos o 91° colocado, dentre 162 outros países.

Estádios cheios, plenários vazios

18 de junho de 2014 / 17:46

Meu pai dizia que a pior coisa que pode acontecer quando alguém falta ao trabalho é descobrirem que a pessoa não faz falta nenhuma. Como desde o começo da Copa não se vê alma viva nos plenários do Congresso, sem que ninguém percebesse grande diferença, quem sabe você, que está do lado de cá das urnas, não percebe que meu pai tinha razão: se não está fazendo diferença nenhuma, talvez seja hora de trocar quem te representa!

Aposentados

16 de junho de 2014 / 20:45

Duas aposentadorias, no Senado, começam a chamar atenção às vésperas do início das campanhas eleitorais: a de Pedro Simon e a de José Sarney. Espero que ambos fiquem marcados na história do Brasil, que suas histórias sejam repetidas em sala de aula por décadas, para que possamos nos lembrar de como ser e como não ser na condução da vida pública e política nacional.

Números para inglês ver

9 de junho de 2014 / 19:58

O Brasil é a sétima maior economia do mundo, mas ainda temos resultados muito ruins quando se trata do Índice de Desenvolvimento Humano e do PIB per capita. Mais uma vez, o que se percebe é que o país da publicidade institucional do governo é muito melhor, mais bonito e justo do que aquele em que nós vivemos, como uma cidade cenográfica de novela, em que se mostra uma fachada bonita, sem nenhuma estrutura por trás.

Transparência fraudada

6 de junho de 2014 / 17:50

A propaganda para anunciar a inauguração de uma obra inacabada é quase uma superprodução de Hollywood, enquanto a prestação de contas apresentada por todos os órgãos da administração é feita em tabelas intermináveis e incompreensíveis. A burocracia do Brasil vem desenvolvendo uma nova linguagem em código, aquela que esconde revelando, ou revela escondendo...

Quando o crime compensa (ao menos estatisticamente)

30 de maio de 2014 / 16:52

A estatística brasileira da violência é assustadora, mas piores são os números da impunidade, afinal, se o bandido tem certeza de que não será preso, a chance de voltar a delinquir é maior. Menos de 10% dos homicídios no Brasil são solucionados, ou seja, de cada dez assassinos, nove não serão nem mesmo descobertos. Para efeito de comparação, nos EUA o índice de homicídios solucionados é de 65% e na Inglaterra supera 90%.

O país dos 32 mil fichas-sujas

28 de maio de 2014 / 20:15

Com uma lista de 32 mil fichas-sujas, retirados à marra do processo eleitoral, temos uma oportunidade de ouro de varrer de vez essa gente para fora da política. A pergunta é se haverá renovação, ou se votaremos nos mesmos de sempre (ou seus filhos, esposas e sobrinhos), ajudando essa "monarquia presidencialista" que se instalou no Brasil a continuar no poder...

Indiferença e imobilidade diante das mortes no Anel Rodoviário

26 de maio de 2014 / 19:02

A região metropolitana da capital mineira não passa uma semana sem notícias graves no entorno do Anel Rodoviário. Município, Estado e União brigam para saber de quem não é o problema e, quando um desastre ocorre, ficam todos lamentando e se solidarizando com as vítimas e uns com os outros, como se nenhum deles fosse o causador do desastre.

Será que existe o “direito de ser esquecido” na rede?

23 de maio de 2014 / 20:24

É estranho, não sei se para o bem ou para o mal, que o Tribunal de Justiça da União Europeia tenha decidido que as pessoas têm direito de exigir o bloqueio de buscas feitas pela internet. Será que isso funcionaria bem? É que essa limitação, em uma sociedade digital, é também um bloqueio a que as pessoas entendam com quem estão se relacionando.

Impostos: se Tiradentes soubesse o que estava por vir…

21 de maio de 2014 / 20:04

A Inconfidência Mineira é retratada como um dos mais importantes levantes cívicos da história nacional. O que muita gente esquece é que o imposto que eles queriam derrubar, como o próprio nome indicava (“quinto”), equivalia a 20% das riquezas geradas no país. Parece até brincadeira perto da carga tributária atual, que é de 36,3%, ou seja, quase duas vezes maior do que aquela que levou à revolta da antiga colônia.